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ALERGIAS DE PRIMAVERA…
Espirros? Nariz entupido? Olhos vermelhos e lacrimejantes? Pingo e comichão no nariz? Alergias de Primavera… Alergias que se repetem ano após ano e que atingem adultos e crianças.
Definição
A alergia é uma resposta exagerada do nosso sistema imunitário à presença de um corpo estranho no nosso organismo, o denominado alergénio. Quando este entra em contacto com o organismo, liberta anticorpos produzidos pelos glóbulos brancos como meio de defesa. É um processo extremamente específico e as reacções de hipersensibilidade podem ser imediatas, quando ocorrem imediatamente aquando o contacto com o alergénio ou até algumas horas depois; ou tardias quando as manifestações só ocorrem muitas horas mais tarde. Podemos dizer que existem três grandes tipos de alergia: alimentares, medicamentosas e respiratórias. Neste artigo vamos falar especificamente de alergias respiratórias da estação que se aproxima, a Primavera. As alergias existem muitas vezes durante todo o ano, contudo é na Primavera e devido a alguns factores associadas a esta estação do ano, que muitas das alergias se agravam. É nesta altura do ano que se volta a falar muito de sinusite alérgicas, rinites alérgicas, febre dos fenos, alergias aos pólenes…
Há uma predisposição genética para a alergia, contudo a alergia só se manifesta quando o alergénio entra em contacto com o organismo, por este motivo pode surgir em qualquer idade. A probabilidade de vir a sofrer de alergias aumenta em cerca de 40% se um dos pais sofrer de alergia e em 60% se ambos os pais sofrerem de alergia.
Será que os casos de alergia têm vindo a aumentar? A verdade é que cada vez mais se houve falar em alergias! Estará de certo relacionado com o aumento da poluição, com o estilo de vida mais sedentário que levamos, com os maus hábitos alimentares, a recorrência excessiva aos medicamentos…Por outro lado também poderá ser porque mais higiene significa mais alergias! A comida seja ela saudável ou não, é asséptica e com o abuso de antibióticos e as inúmeras vacinas que fazemos, no fundo o nosso organismo está “limpo” e não está habituado a responder a infecções, reagindo desta forma a substâncias do nosso dia-a-dia. É de facto uma situação bastante comum!
Causas
Existem vários tipos de alergénios mas os principais são o pó doméstico e os pólenes das plantas. Nos alergénios domésticos estão incluídos, o pó das casas, e também os ácaros, os principais causadores de reacções alérgicas e que se encontram concentrados especialmente nos colchões, almofadas, cortinas e alcatifas ou carpetes. A existência de fungos e baratas ajuda também a despoletar possíveis situações de alergia, assim como a existência de animais domésticos, devido aos pêlos, saliva, urina e detritos de pele. Nos alergénios de exterior destacam-se os pólenes das plantas gramíneas (fenos e relva), árvores (Oliveira e Cipestre) e parietária. A existência de pólen no ar depende do ciclo de polinização de cada planta, contudo, concentram-se ainda mais quando há vento, ausência de chuva e as temperaturas começam a subir. A humidade também desempenha aqui um aspecto importante, parece ajudar a despoletar alergias, não só pela humidade em si, mas também por ser um meio propício para a proliferação de fungos.
Sintomatologia
Os sintomas confundem-se muitas vezes com gripes ou constipações. Para além da sintomatologia referida anteriormente, ou seja, os espirros, o nariz entupido, os olhos vermelhos e lacrimejantes, o pingo e comichão no nariz, também são sintomas de alergia a tosse repetida, a comichão nos olhos, na garganta ou o prurido noutras partes do corpo, erupções cutâneas, urticária, falta de ar e edemas nos lábios ou pálpebras.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito através da história clínica, através da resposta a questões simples tais como se os sintomas pioram quando há vento e se aclamam quando chove… Para que se possa verificar as reacções a substâncias específicas, podem ser feitos exames de laboratórios e testes cutâneos específicos.
Tratamento
A alergia não tem cura, mas pode estar controlada quando há conhecimento dos alergénios em questão. Existem tratamentos que incluem medicação oral à base de anti-histamínicos, sprays nasais e até vacinas que podem ajudar a minimizar os efeitos das reacções. O ideal é prevenir o aparecimento, evitando assim a toma repetida de medicamentos. Outra solução, se for possível, claro está é não contactar com os alergénios, o que no caso das alergias da primavera se torna difícil!
As pessoas com rinite alérgica possuem um sistema imunitário, que por estar debilitado, reage muito facilmente à presença de corpos estranhos, contudo inofensivos, como os grãos de polén libertados pelas gramíneas, árvores e flores nesta época do ano. Numa situação ideal, estas partículas ao serem incorporadas no nosso organismo, por via do sistema respiratório, seriam ignoradas pelo sistema imunitário. Se a rinite alérgica não for tratada pode evoluir para outras doenças como a asma e rinossinusite….
Prevenção
Este tipo de alergias pode ter um impacto negativo na qualidade de vida, afinal afectam o dia-a-dia. Quando estas reacções acontecem, poderá ter dificuldades em dormir, sentir-se cansado, menos concentrado, o que irá de certo afectar o rendimento quer no trabalho, quer na escola. A verdade é que pode, inclusivamente, alterar o humor das pessoas, gerando ansiedade, stressse, afectando-as não só física, como psicologicamente e consequentemente o meio familiar mais próximo.
A melhor forma de evitar este problema, ou de tentar minorar a sintomatologia,é começar a fortalecer o sistema imunitário algum tempo antes do início da Primavera.
Existe um flavonóide com características anti-histamínicas, presente nas maçãs, cebolas, no chá e no vinho tinto, que actua inibindo a síntese de substâncias inflamatórias, e tornando as células menos reactivas aos alergénios, a quercetina. Esta tem a capacidade de travar a libertação das histaminas, substâncias responsáveis pelo desenvolvimento dos sintomas de corrimento nasal forte, olhos húmidos, vermelhos e com comichão, espirros, garganta irritada e a sensação de fadiga física, associados às alergias. Procure ingerir alimentos mais ricos em vitamina C, um já conhecido antioxidante e magnésio devido também à sua acção anti-histamínica. Também a L-metionina e o MSM (metilsulfonilmetano) são substâncias que podem ser aconselhadas. A L-metionina é um aminoácido essencial que o nosso organismo não é capaz de o sintetizar, é um dos poucos aminoácidos que contém enxofre e é considerado um anti-alérgico, uma vez que contribui para a desintoxicação da histamina. Também o MSM é um composto natural à base de enxofre, que pode ser encontrado em muitos alimentos e no corpo humano. De estudos que foram feitos, foram reportadas acções no alívio das alergias em pessoas que tomaram o MSM. Investigações sugerem que esta acção pode estar associada com a acção desintoxicante do enxofre. O processo conhecido por conjugação do enxofre, que ocorre no fígado, é muito importante na redução da sensibilidade aos alergénios, como o polén, pó e alimentos. Num estudo feito em pessoas alérgicas, cerca de 85% destas pessoas, tinham uma conjugação do enxofre deficiente. Estudos sugeriram ainda que o enxofre se pode ligar às superfícies mucosas do nariz, garganta e tecidos digestivos, prevenindo o ataque de possíveis alergénios. No reino das plantas podemos contar com a ajuda da Eufrásia, tradicionalmente utilizada para combater a conjuntivite, que ajudará a reduzir a inflamação ocular tendo ainda propriedades descongestionantes, sendo uma planta com uma acção importante a nível de febre dos fenos, sinusites e também congestão nasal. A Urtiga é um anti-histamínico natural que inibe a libertação de prostaglandinas, reduzindo o processo inflamatório, muito importante em situações de alergia, como a rinite alérgica. Também e o Swiss Hayflower (Flores graminis) tem propriedades anti-histamínicas e o sabugueiro para além da sua já conhecida acção anti-inflamatória, possui flores com acção descongestionante. Existem ainda alguns preparados homeopáticos que poderão ajudar. No caso de uma infecção respiratória se arrastar, originando uma infecção bacteriana a equinácea e o própolis também poderão ajudar.
Se for alérgico aos pólenes poderá tomar algumas medidas, quando a concentração de pólen for maior, tais como evitar realizar caminhadas ao ar livre, se praticar desporto ao ar livre deverá fazê-lo de preferência no período da manhã, tendo em conta que é ao entardecer que existe uma maior concentração de pólen no ar; em dias de muito vento, tome banho assim que chegar a casa pois corre o risco de transportar uma elevada concentração de pólen no corpo e cabelo; mantenha as janelas de casa e dos veículos fechadas e use óculos de sol na rua. Evite fazer limpezas no exterior e se o fizer use uma mascara de uso médico e não deixe roupa a enxugar ao ar livre, uma vez que o pólen adere aos tecidos, mais ainda se estes se encontrarem húmidos. Não deve ainda ter em casa flores naturais. No caso de ser alérgico ao pó doméstico, neste caso é conveniente ter uma boa ventilação e a casa deve ser limpa com um pano húmido para não levantar o pó, por exemplo, evite ainda os tais tapetes e passadeiras em casa. O colchão da cama deve ser limpo frequentemente, tendo em conta que é um dos principais sítios onde se alojam milhares de ácaros. Existem também acaricidas, produtos utilizados para exterminar ácaros que se aplicam nas divisões da casa em que a pessoa passa mais tempo, sendo necessário abrir armários e gavetas para uma melhor actuação, tendo o efeito uma duração de alguns meses. Por fim, sugerimos que reduza o consumo de bebidas alcoólicas porque estas aumentam a sensibilidade do organismo, incluindo a sensibilidade alérgica. Tendo em conta que o picante ajuda a fluidificar o muco das vias respiratórias, descongestionando-as, ajuda assim também a aliviar um pouco os sintomas de alergia, poderá recorrer ao seu uso nalguns pratos, contudo não deve exagerar nem fazê-lo de forma sistemática, claro!
Sugestões:
1) L-METIONINA 500mg (forma livre) (30 cápsulas vegetais) SOLGAR De um modo geral pode ser aconselhado como co-adjuvante: - Colesterol e lípidos sanguíneos elevados, aterosclerose; - Excesso de gordura no fígado; - Desintoxicação; - Alergias alimentares e ambientais;
2) MSM 1000mg (60 comprimidos) SOLGAR Composto natural à base de enxofre, que pode ser encontrado em muitos alimentos e no corpo humano. A administração de um suplemento de enxofre foi considerada pelos especialistas em nutrição um bom adjuvante na manutenção da saúde
3) URTIGA – Extracto Estandardizado das Folhas (60 cápsulas vegetais) SOLGAR A urtiga é usada tradicionalmente em várias situações que requeiram uma depuração / desintoxicação do organismo. Tem propriedades diuréticas, facilitando a eliminação de toxinas pela via urinária. Foram ainda recentemente descobertas propriedades anti-inflamatórias nesta planta. Além destas propriedades a urtiga possui ainda um elevado teor em ácido silícico.
4) QUERCETINA complexo (50 cápsulas vegetais) SOLGAR De um modo geral pode ser aconselhado como co-adjuvante: - Processos inflamatórios (artrites, músculo-esqueléticas, etc.); - Infecções virais; - Prevenção e tratamento de alergias; - Prevenção das complicações diabéticas.
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